Por vezes queremos mudar, reescrever o livro, parar o tempo e alterar os capítulos de uma meia-vida já narrada.

 Chego à conclusão que não dá, os minutos, as horas, as estações têm o seu tempo e, são selo de Rei, são constituição e não voltam.

 Que fazer?Nasci assim e como tal de assim não passarei?Um rotundo "não" me invade a alma, um grito me fere tanto o coração como os tímpanos, "não", é tempo de quebrar o vaso, de levar os cacos à escolha da água e aí, onde tudo se torna claro, dissipar o "eu", anulá-lo até ao barro, deixar que os impuros, tanto atos como pensamentos, na e pela água se dissolvam.

 Não,não é uma indolor análise, estirpar a lama, tirar as pedras, secar o orgulho e refazer a forma.

 Como havemos nós de querer mudar o mundo?Se, o teu e o meu "mundos", se tornaram tanto imóveis com inalteráveis, estaremos sempre nós na posse da verdade?Qual verdade?A tua?Ou a minha?

 Desce à água...queres ser?Diminui!Queres ter?Serve!Queres viver?Morre!

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Porto de Mós

Porto de Mós
A "minha" praia e a minha foto!

Sobre Mim

A minha foto
Não pretendo falar muito de mim, vou deixar que as palavras falem e, consequentemente os atos!


Para quem procura, para quem encontra, para quem cai, para quem se levanta...

Não sei o que me leva, nem o que me traz, sei simplesmente que urge, não fazer o que me apraz!

Muitas vezes sou levado pelos impetos do imediato, da satisfação momentânea do devaneio, sem atribuir às consequências qualquer peso de uma consciência obesa.

Diz-se,"ano novo,vida nova", se espero por um dia igual aos outros, para pensar em alterar uma vida desregulada, sinto que defraudo quem acredita, decide e age todos os dias... vou tentar sair da lama e mudar, vou tentar hoje, o amanhã não me pertence...

A quem bate... quem procura...

A quem bate... quem procura...
...se abre, encontra...

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